domingo, 26 de setembro de 2010

#Era uma vez...



Eramos amigos, eu estava dançando na frente do espelho e como de praxe dele, depois que toca a campanhia, vai direto ao meu quarto. Eu estava dançando na frente do espelho, dançando entendeu? Quando garotas dançam na frente do espelho, esperam que ninguém as vejam. Mas ele não fez como de praxe, subir gritando nas escapas para que não me pegasse desprevinida. Ele abriu a porta e ficou com os braços entre a porta e a parede. Ele ficou me olhando e eu nem percebi. Ele riu e ao percebe-lo fiquei como um tomate. Eu olhei para ele com raiva dessa mania de chegar entrando, (até que... ele sempre dá um sinal de que esta por perto, mas dessa vez o som estava alto e estava tão concentrada a me olhar no espelho que, realmente não teria ouvido se ele tivesse passado pela escada chamando o meu nome alto), mas ele me olhou diferente, o olhar dele parecia querer dizer algo, mas nada disse. Ele estendeu a mão para mim, eu olhei com um sorrisinho de canto e estendi minha mão para junto da dele, ele me puxou e começou a dançar comigo.
eu disse - Você é doido.
ele - Estava linda dançando, deu vontade também ué, não posso?
era tão fofo e ao mesmo tempo tão engraçado como ele me rodava que disse a ele- Você dança muito mal.
ele - Aé? ... Estava só brincando, vou começar a dançar pra valer então ein, vamos ver se você é palha pra mim.
e então ri.
A faixa de musica mudou e a melodia fez com que ele colasse mais em mim, ele colocou a mão em volta das minhas costas e disse a ele - Sabe... até que gosto de dançar com você.
ele - Não falei que danço bem.
E então ele tropeçou na minha cama e caimos em cima dela.
eu rindo disse a ele - Nossa dança muito bem mesmo.
Mas ele só me voltou com aquele olhar... olhar de quando o percebi que estava me vendo dançar, aquele olhar de quem quer dizer algo, ou esta dizendo algo só com o olhar. É um olhar diferente, pelo menos diferente dos olhares que ele sempre teve por mim. Eu estava em cima dele, mas como somos amigos é normal né, mas desta vez era diferente.
Sabe... ele não disse nada, só começou a me dá carinho: a mecher no meu cabelo, passar a mão no meu rosto e ir descendo os dedos pelos meus lábios. Eu fechei os olhos e quando os abri ele disse - Eliza vou me mudar desta cidade, consegui emprego na grande São Paulo.
eu retruquei - Como? Não entendi. Jurei que fosse... 
Ele nem deixou completar a frase e me beijou, mas um beijo diferente, foi como se nada mais existisse além daquele ato. Ele me abraçou e ficamos enroladinhos um no outro, sem nada mais a dizer.
E quando estava quase dormindo envolta de seus braços quentes, ele levantou e foi em direção a porta. 
eu disse - O que vai fazer?
Ele - Vou indo Eliza.
Eu - Já?
Ele - Só vim pra me despedir de você. Não podia ir sem que soubesse da verdade.
Eu - Mas porque não disse antes?
Ele - Não sei... medo.
Eu - Mas por quê agora então?
Ele - Medo. Acreditaria se eu disse-se que sempre te amei. Eu sempre estarei aqui.
Eu - Mas você esta indo.
Ele - Ti levo junto se quizer...
Eu - Você volta pra mim ver ( sorrindo)
Ele - Sempre que quizer.
Eu levantei, o abracei bem forte e ele quase me levantando me beijou. 
E assim o vi partir...


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